Polêmica no mundo da maquiagem traz de volta discussão sobre racismo

A blogueira Mari Maria, famosa por suas maquiagens elaboradas capazes de cobrir todas sardas do seu rosto, lançou uma linha de maquiagem com vários tipos de tons de base, porém com tons não adequados para peles negras. Por conta das tonalidades existentes para a base, os tons mais escuros não foram o suficiente para os tipos de pele negra.

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Essa polêmica aumentou ainda mais quando o crítico de cosméticos para peles escuras, Tássio Santos, fez uma resenha no seu canal do youtube, o “Herdeira da Beleza”, sobre a base da blogueira. A crítica sobre o produto foi negativa. “A base mais escura da linha não alcançava a tonalidade de uma pele negra retinta”. Além disso, seca na pele, a base deixa o rosto acinzentado.

A modelo negra da campanha da blogueira Mari Maria, Júnia Evaristo, se pronunciou acerca da polêmica com a base e disse que, quando a campanha saiu, ela notou que seu tom de pele não tinha saído nos ensaios fotográficos como era realmente na vida real. “Não me reconheço nessa foto, até porque foge muito do meu tom de pele real. Contratar um profissional que não tem hábito de maquiar pele negra é um tanto complicado, e também um fotógrafo que não tem o mínimo de noção de luz quando vai fotografar uma pessoa negra é intragável!”, diz o comentário da modelo em uma foto da campanha de divulgação do produto da blogueira.

A maquiadora Darlene Freitas, que trabalha em Formosa (GO), sempre teve dificuldades de encontrar marcas nacionais acessíveis às tonalidades negras. “Geralmente, procuro as importadas porque muitas vezes às fabricações das maquiagens são direcionadas a pele branca, a maioria da população com mais aquisições financeiras são brancas e a maioria com pouca aquisição são negras. Talvez por isso que não tenha tanta fabricação para esse tipo de público”, afirmou a maquiadora.

 

 

 

Por Luanna Tavares

Imagem: Instagram

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção