Moradores do DF deixam de se vacinar na fase adulta

​ Foto: Andre Borges/Agência Brasília ​

Moradores do Distrito Federal que atingiram a maioridade têm deixado de se vacinar. Muitos desconhecem a necessidade de proteção na fase adulta contra doenças como febre amarela, caxumba, hepatite B e outras infecções. Segundo a gerente do Neocentro Vacinas Kelly Araújo, 40% da população adulta e idosa procura por vacinas. A Secretaria de Saúde informou que o descuido da população é variado. Vai desde a falta de conhecimento do calendário do Ministério da Saúde, a preocupação com a imunização das crianças até a falsa ideia de se considerarem protegidas.

A falta de imunização acontece também pela perda do cartão que impede de se vacinar, mesmo que ele esteja completo. É o caso de Adonias Miranda, 41 anos, que perdeu o cartão e se vacinou pela última vez aos 13 anos contra a febre amarela. “A última vez que tomei foi porque eu precisei viajar. Depois não tomei mais”, explica. A filha dele, Ágata Miranda, 10 anos, também não está completamente imunizada, pois, assim como o pai, perdeu o cartão que também não estava completo. “Os documentos dela ficaram com a mãe e não lembro de estar completo”, relata Adonias.

Mas há quem não abre mão do acompanhamento regular. Amanda da Silva, 21, tem todas as proteções completas e se mantém em dia com o calendário de vacinação mesmo antes de ser mãe. E completa: “Eu sempre estive atenta às vacinações porque tenho enxaqueca. Quem tem, precisa estar imune.”

Orientada pelos médicos cardiologista e geriatras, a professora aposentada Iva de Souza, 70, também está com todas as vacinas regularizadas . Mas não é o caso de Juvenal Antunes, 79. Ele confirma que só toma a vacina influenza contra a gripe e não tem conhecimento de  outro tipo de imunização.

As campanhas de vacinação ocorrem duas vezes ao ano: a da Influenza e outra de multivacinação. A primeira inclui os adultos do grupo prioritários, ou seja, trabalhadores da área da saúde, professores, indígenas, gestantes e mulheres até 45 dias pós-parto. A segunda é para vacinação de diversos grupos e atualização do cartão para crianças menores de 5 anos. Mas, este ano, está sendo elaborada uma campanha que inclui os adolescentes. Além disso, durante todo ano, a Secretaria de Saúde tem incentivado os adultos e idosos a se imunizarem contra a hepatite B.

Novo sistema

Em nota, a Secretaria de saúde explicou que foi implementado o Sistema de Informação do Programa Nacional de Vacinação (Sipni). O programa, digital, é utilizado para o  controle de vacinas. Mas, segundo informações de atendentes do do Posto n° 9 do Setor P Sul, quem perdeu o cartão terá que tomar todas as vacinas mesmo que esteja completo, pois o sistema é novo e não consta os dados de toda a população.

Por Beatriz Souza

Sob supervisão da professora Isa Stacciarini

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção