Linha de chegada: triatleta de 50 anos explica como venceu pneumonia graças ao esporte

A jornalista Anelise Borges, 50, que se transformou ao triatleta, é acostumada a vencer provas durante a vida. Entre os sucessos mais marcantes, está o fato de ter derrotado, há cerca de três anos, uma das mais difíceis: uma severa pneumonia nos dois pulmões. Segundo os médicos, foi por conta da disciplina na prática desportiva que ela não correu riscos maiores.

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A história dela no esporte surgiu apenas em 2005. Durante 10 anos, ela somente corria. “Há um ano e pouco atrás, eu tive uma lesão no meu joelho esquerdo em uma meia maratona e, durante alguns anos, isso me impedia de correr. Como eu sempre gostei de esportes e eu não estava conseguindo correr, eu comecei a variar. Busquei a natação, comecei a pedalar e, por conta disso, entrei no triatlo”, lembrou.

E isso tudo incentivada por alguns amigos. O amor pelo esporte e a frustração por não conseguir participar de algumas competições fizeram com que ela buscasse alternativas. “Eu me preparava para correr e sentia logo no início da corrida. Esse incentivo me fez entrar na escola de natação e comecei a gostar de nadar. A minha maior dificuldade hoje é fazer bicicleta, eu acho que pelos vários tombos que eu levei, mas isso me desafia, eu sei que eu preciso fazer isso, que eu tenho que perder o medo de andar no trânsito, na rua”, disse.

“Mesmo desmotivada eu nunca deixei de fazer atividade física, eu nunca deixei de fazer por dor de cabeça, cansaço”

Foto: Arquivo pessoal.

O esporte traz muitos benefícios para a vida de Anelise. Ao passar pela forte pneumonia, ela percebeu que o esporte é muito mais importante do que se manter em movimento. “Eu faço muito esforço anaeróbico, minha parte muscular é muito boa porque eu faço muita musculação por conta do esporte que eu pratico e ele disse que se eu não fizesse o que eu faço com o meu corpo, eu sentiria muito mais a doença”, pontuou.

Para ela, o esporte é uma condição fundamental. “Para mim, fazer esporte é que nem dormir, é que nem me alimentar, faz parte da minha vida. Eu não consigo deixar de fazer esportes, assim como a gente não consegue ficar sem se alimentar. Faz mal se você não se alimentar, faz mal se você não dormir, eu fico mal se não praticar atividade física”, comentou. Além disso, ela explica que os benefícios são diversos. “O esporte faz bem para sua saúde, faz bem para sua vida social, porque você conhece outras pessoas. As pessoas que praticam esporte são bem humoradas, felizes, porque o esporte faz bem. Você fazer um esporte faz bem. Eu sou super incentivadora das pessoas fazerem esporte. Eu acho que todo mundo deveria fazer um esporte”, falou

Foto: Arquivo pessoal.

Eu acho que isso é legal no esporte, o desafio, você ter que ir atrás”

Para ela, o esporte representa muito mais do que saúde, felicidade. “Eu acho que ele representa a superação do nosso dia-a-dia. Ele representa a capacidade que todo mundo tem de se superar, de enfrentar os desafios, superar os seus limites, ir adiante, mostrar que você é capaz, porque todo mundo é. Eu acho que é um modo de vida”, afirmou

“Eu sempre tive paixão pela corrida. Eu amo correr. Para mim, colocar um tênis, um boné e um óculos e sair correndo é uma paixão”

Primeiro somente a corrida. Anos depois o triatlo. A preparação é muito diferente. É muito mais treino. Segundo ela, é difícil, mas prazeroso. “Eu tenho que treinar três modalidades diferentes, com a mesma intensidade que eu treinava só a corrida. O treino do triatlo é muito mais desgastante. A corrida é tão mais fácil, mas a preparação é horrível”, relatou. Ela treina duas horas por dia, sete dias por semana. Quando não pode treinar em um, compensa nos subsequentes.

Foto: Arquivo pessoal.

“Eu diversifiquei as minhas atividades, passei a não fazer somente um esporte de impacto. Comecei a gostar, a curtir e me apaixonei pelo triatlo”

“Faz parte de mim, eu me sinto bem toda a vez que eu corro, eu me sinto bem toda a vez que eu pedalo, eu me sinto bem toda a vez que eu nado, eu me sinto bem, eu não consigo ficar sem o esporte. Faz parte de mim como tudo o que eu faço”, concluiu.

Eu acho que isso é legal no esporte, o desafio, você ter que ir atrás”

Na competição, Anelise ficou em terceiro lugar

Por Gabriel Lima

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Gabriel Lima