Inverno: o que muda na alimentação

Com a chegada do inverno, vem a sensação do aumento da fome e a vontade de refeições pesadas, ricas em carboidratos e gorduras. O problema é que, nesse período, as pessoas ficam propensas a infecções respiratórias, como gripes e resfriados. Segundo os nutricionistas, as frutas e verduras da época (como limão, tangerinas, abacate, morango e inhame) têm os nutrientes necessários para aumentar a imunidade. Outra opção, os caldos, também são saudáveis, como na foto ao lado feito de espinafre e couve.

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De acordo com a nutricionista Angela Arantes, de um hotel de Brasília, é necessário equilíbrio para que a alimentação mantenha o corpo saudável. Por isso, ela contraindica pratos mais gordurosos. . “Não que seja uma necessidade nutricional, é mais uma questão de energia. As pessoas tendem a ficar mais preguiçosas”, comentou.

Confira entrevista com nutricionista

Por essa razão, a indicação é que caldos, por exemplo, sejam feitos com verduras. Da mesma forma, a ingestão de sucos ou da fruta in natura são compatíveis com as necessidades nessa época. Para a especialista, o consumo de pratos mais pesados na estação é uma questão mais cultural do que algo que o corpo precise. A profissional trabalha em um hotel no centro de Brasília e diz que o inverno do Brasil não é tão rigoroso a ponto de fazer mudanças específicas no cardápio do estabelecimento. “A gente não percebe uma discrepância muito grande entre verão e inverno em termos de alimentos”, explica.

Sopa no menu

Segundo a gerente de gastronomia de hotel, Darci de Souza, no inverno, os clientes costumam pedir comidas mais quentes, como canjas e cremes no jantar. Mas as frutas e verduras da estação enriquecem pratos e bebidas, como vitaminas e sucos.  “Nós temos no cardápio caldos e sopas. E mesmo quando tem um bufê, eles optam pela sopa”, comenta. Para Darci, a inspiração de um chefe na elaboração de um prato é o frio. “Quando você coloca as duas primeiras colheres de uma comida quente no organismo, você sente um aconchego. É como se fosse um abraço”, explica.

A profissional diz que circulam, por dia no restaurante, cerca de 100 pessoas na hora do almoço, e esse número dobra no café da manhã. Essa é uma média anual e que depende da ocupação do hotel.  A gerente adicionou sopas em certo período, mas a ideia não foi favorável para a economia do estabelecimento, pois o prato era barato e as pessoas comiam mais do que as outras do menu.

Ficar em casa

A universitária Victoria Miranda afirma que a alimentação muda no inverno, pois o consumo que ela faz de carboidratos aumenta. Batata sauté, fondue, canjica, pipoca, milho, arroz doce entram no cardápio. “A preguiça pede passagem, principalmente, quando costumamos fazer exercícios pelo período da manhã. A vontade de ficar em casa às vezes é maior simplesmente por estar quentinho”, comenta Victória.

A psicóloga Michelangela Godinho sente necessidade de comidas mais quentes no inverno. Ela utiliza alimentos da estação, e diz que seu cardápio nunca é o mesmo. “A única coisa que sempre tem é alguma proteína animal. Fora isso, todos os alimentos da estação serão consumidos. Adoro ir ao mercado e escolher os vegetais e legumes para fazer uma refeição fresquinha e gostosa”. Para ela, dieta não é só restrição calórica. É, também, uma forma de organizar o cardápio de acordo com o que se compra no mercado e o que tem em casa.

 

Para Michelangela, o inverno tem particularidades com relação a alimentos que são produzidos nessa época ou mesmo quanto ao clima que por vezes é fator desanimador para quem pratica exercícios. “Acredito que quem cuida do corpo e da mente de forma saudável, sem seguir os padrões de estética e beleza, sempre dá um jeito de se alimentar bem e continuar praticando exercícios, faça chuva ou faça sol”, afirma.

 

O estudante de ciências sociais Bruno Vieira, diz que não muda o cardápio e não acrescenta nada em específico. “Eu, particularmente, não percebo mudança considerável nessa época, eu me alimento da mesma forma em todas as estações”, afirma. Apesar de não praticar exercícios, para Bruno o clima o deixa mais propenso a não se movimentar.

Por Bárbara González

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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