Mês da visibilidade lésbica: como aplicativos auxiliam nos relacionamentos

Era dezembro de 2015 quando a advogada Dara Dantas, 33 anos, cansada de sair para as baladas e recém-saída de um relacionamento, usou o aplicativo Tinder para conhecer a sua atual companheira, a contadora Jordana Rodrigues, 30 anos. “O aplicativo serviu como um meio mais fácil e menos estressante de conhecer pessoas’’, afirmou Dara

Há quase cinco anos, por não ter tempo na vida diária para conhecer e ver pessoas novas, a coordenadora de serviços técnicos Michele Werlang, 36 anos, resolveu usar o site de relacionamento ‘’Plenty of fish’’ para encontrar uma companhia. Foi então que conheceu a sua esposa, a analista de sistemas de informação Jennifer Rodriguez, 41 anos.

‘’Nos conhecemos num dating site (site de relacionamento). Através do site tem várias pessoas de diferentes personalidades e culturas. Por não termos tempo na vida diária para conhecer pessoas novas, é um meio que não desperdiça muito tempo”, comenta Michele

Seja em um aplicativo ou site de relacionamento, a tecnologia e a internet mudaram e estão mudando os conceitos do modo de conhecer outras pessoas que tenham o interesse em comum. Para se cadastrar nos aplicativos de relacionamento, geralmente é preciso ter um perfil em alguma rede social porque o aplicativo irá sugerir as pessoas com base nas amizades ou seguidores do próprio interessado em buscar uma companhia.

Através desse perfil, o aplicativo utiliza as informações como nome, idade e fotos. Essa maneira de se relacionar com outras pessoas pode ser utilizada por qualquer um maior de 18 anos desde que tenha acesso a internet.

Os aplicativos usam a localização do usuário e sugerem possíveis pretendentes que estejam no raio de 160 km. Ao se cadastrar, o usuário informa a sua opção sexual, além de fazer uma pequena biografia de si mesmo.

Pesquisas

Uma pesquisa realizada pelo Happn Brasil com 1000 brasileiros (52% mulheres e 48% homens)  mostrou que 60% dos entrevistados, usuários de aplicativos de relacionamento, afirmaram usar tais ‘’apps’’ para conhecer novas pessoas.

Conforme com o levantamento, divulgado em junho, 20% dos entrevistados encontraram o último parceiro em redes sociais ou em aplicativos e sites de relacionamento. A mesma porcentagem reflete as vias “tradicionais” dos encontros, já que 20% afirmaram conhecer parceiros no trabalho ou na faculdade e 24%, por meio de amigos.

Usar a tecnologia para “namorar” ou buscar uma companhia vem ganhando cada vez mais adeptos. Uma pesquisa feita com 2.000 internautas, em dezembro de 2015 (mesma época em que Dara conheceu Jordana), pelo site CONECTA Express e divulgada pelo IBOPE Inteligente, mostra que o principal aplicativo mais usado na época era o Baddoo (33% dos entrevistados já usaram o Badoo, mesmo que apenas uma vez), logo em seguida havia um empate, o site Par Perfeito e o aplicativo Tinder (15%) _ambos da mesma empresa_ e em terceiro lugar, o site Twoo (9%).

Ainda de acordo com a pesquisa, o Tinder destaca-se entre os mais jovens: 26% dos internautas com idade entre 16 e 24 anos já utilizaram o aplicativo. 13% dos internautas nunca utilizaram nenhum desses apps, percentual que sobe para 32% entre os entrevistados com 55 anos ou mais.

Por Letícia Silveira 

Foto: Arquivo Pessoal

Sob supervisão de Vivaldo de Sousa e Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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