DF tem melhor tratamento de esgoto; PA, RO e MA, os piores

O Distrito Federal tem os melhores dados a respeito de coleta e tratamento de esgoto do país. Ao todo, 83% do que é gerado de resíduos são tratados pela rede de saneamento básico. É a única unidade da federação que trata 100% do que coleta. Para se ter uma ideia do que esse número significa, a média do país é de 42,6%. Os números são do “Atlas Esgotos 2017”, divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA). O levantamento registra ainda que as piores situações são registradas nos estados do Pará, Rondônia e Maranhão, todos com apenas 4% desse tipo de prestação de serviço.

O estudo considera os recursos hídricos como ponto de partida para o planejamento do setor de saneamento, sendo a bacia hidrográfica a unidade inicial. Com foco na proteção desses recursos foi avaliada a situação do esgotamento sanitário das 5.570 sedes de municípios brasileiros, avaliando o impacto do lançamento das cargas efluentes nos corpos hídricos.  A região do DF está inserida no espaço da bacia do Paraná, denominada no Atlas como Região Hídrica (RH) Paraná.

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Um dos problemas da capital do país é que, com pequenos rios e muitas nascentes, o DF necessita de soluções mais complexas para diluir os lançamentos de esgotos. O professor Marco Antônio Almeida Souza, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UNB, destaca a importância do tratamento do Esgoto para a população do Distrito Federal. Ouça a entrevista:

 

Segundo o estudo nas “regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste o maior contingente populacional está nas cidades cujos corpos receptores possuem capacidade de diluição ruim ou péssima”. Os dados mostram que no Nordeste, por exemplo, “quase 800 sedes não dispõem de corpos d’água com vazão suficiente para diluir os esgotos”. Entretanto, “mais de 17 milhões de pessoas na Região Nordeste estão nas cidades costeiras, algumas das mais importantes da região, que têm, portanto a possibilidade de disposição final dos efluentes no mar”.

No caso do DF,  a solução encontrada é a de Tipo 2, considerada uma solução com tratamento avançado. Essa classificação ocorre quando o principal corpo receptor de um município requer tratamento com elevada remoção de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio).

No Lago Paranoá,, em Brasília. Governo inaugurou estrutura flutuante para captar até 700 litros de água por segundo, através de seis tanques, a regiões administrativas atendidas pela Barragem do Descoberto. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília.

 Como a água é tratada

O tratamento da água pode ser realizado para atender aspectos higiênicos, estéticos ou econômicos. É muito importante que o abastecimento seja de uma água saudável e de boa qualidade.

Segundo a CAESB, um tratamento convencional é composto das seguintes etapas:

 

Por Zilta Marinho

Imagens por Larissa Lustoza

Sob supervisão de Luiz Claudio Ferreira

 

 

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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