Chuvas no DF: Defesa Civil alerta para 36 áreas de risco e 4.733 casas em situação irregular

De um lado a necessidade de chuvas constantes para a regularização dos rios que abastecem a cidade. Do outro, o medo com as fortes chuvas que caem na capital federal. Nessa época do ano, cidades ficam em alerta para enchentes e desabamentos de terra. Ao todo, segundo a Defesa Civil, o DF tem 36 áreas de risco em 18 regiões administrativas, totalizando 4.733 casas em áreas irregulares. Na época do ano com maior índice de chuvas, a Defesa Civil se preocupa com essas áreas.

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Famílias são retiradas de áreas de risco no Sol Nascente. Foto: Dênio Simões/ Agência Brasília

O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Sérgio Bezerra, ressalta que as periferias correm mais risco do que áreas na capital. “Santa Luzia (na Estrutural), Sol Nascente (em Ceilândia), Fercal e Vila Rabelo (em Sobradinho 2), e Vicente Pires requerem maior atenção. A nossa preocupação varia de acordo com a quantidade de chuvas que cai em determinado espaço de tempo. Por exemplo, se chover intensamente em Vicente Pires, ela passa a nos dar muito trabalho e dificuldades”, disse. Para ele, a situação ocorre por conta do crescimento desordenado das cidades.

Segundo Bezerra, o levantamento da Defesa Civil em relação às áreas de risco leva em conta as vulnerabilidades locais, correlacionando com as ameaças de forte chuva. Feito isso, o órgão busca auxiliar essas regiões. “Algumas orientações são passadas às comunidades. Então, por exemplo, na Vila Rabelo e na Fercal as pessoas são orientadas a não recortarem o morro, a terem atenção no período chuvoso a não descer o morro para não acontecer escorregamento e desabamento de estruturas em função dessa ocupação”. Quando se diz em Vicente Pires, ele explica que as pessoas foram orientadas a ficarem atentas aos volumes de água até que o sistema de drenagem fique pronto. “São orientações que as pessoas recebem para se comportarem no período chuvoso até que as ações de implementações, especialmente o sistema de drenagem, estejam completas. Nesse momento, o governo tem atuado no Sol Nascente, em Vicente Pires e no Condomínio Porto Rico, em Santa Maria, investindo cerca de 600 milhões de reais para construção do sistema de drenagem”.

Sérgio Bezerra ressalta que essa é a pior época do ano. “Nessa época do ano, as chuvas forte não só preocupam a Defesa Civil, mas também todas essas comunidades que vivem nesses locais. Então, toda a atenção deve ser dispensada e dada para se evitarem emergenciais. Nós já tivemos mortes aqui no DF, em função de queda de muro, por conta da inundação de córregos”. Esses são eventos que podem ocorrer se as pessoas não ficarem bastante atentas porque o número de emergências e desastres são comuns.

Retirada de famílias

A Defesa Civil é a responsável por retirar as famílias que correm risco de morte. “O primeiro princípio fundamental na Constituição Federal é a vida. Algumas pessoas insistem em dizer que são autônomas, que são livres para permanecer em áreas de risco. Ora, a Defesa Civil monitora esses riscos e verifica a iminência de algum acontecimento”. Em função disso, o órgão se utiliza do monopólio da força do Estado. “Em última instância, por mais que elas tenham autonomia e liberdade, quem vai pagar a conta da UTI, dos hospitais e de todos os problemas resultantes com essas mesmas pessoas será o Estado. A pessoa por insistência ou ignorância, falta de percepção de risco quer continuar no local, mas a reposição da saúde dela será paga por toda a sociedade”, explica Sérgio.

Após a retirada, o Governo do Distrito Federal auxilia essas famílias por um curto período, até que a família se restabeleça. “Elas são levadas para um abrigo público no final de Taguatinga Sul, há o fornecimento pela Secretaria de Desenvolvimento Social do GDF de um aluguel temporário de três meses em função desse desabrigamento ou desse desalojamento em função da situação emergencial”.

Por Gabriel Lima

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Gabriel Lima

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