Pesquisadora da Finlândia: “futuro não é destinado, mas sim projetado”

A pesquisadora finlandesa Sari Söderlund, que veio ao Brasil para um evento sobre educação, tecnologia e estudos futuros no UniCEUB, acredita que somente pela educação, os seres humanos podem tornar-se conscientes do próprio papel em fazer o futuro em nossa própria esfera de influência. “O futuro não é destinado, mas sim feito (projetado) por nós mesmos de acordo com nossos próprios valores. Pela educação, obtemos competências que apoiam o nosso papel como cidadãos e decisores ativos e informados”.

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 Sari Söderlund é coordenadora do Centro de Estudos Futuros da Finlândia (FFRC) e entende que o país é privilegiado quando trata de estudos acadêmicos de estudos futuros e previsão. “Os estudos de futuros foram nomeados como campo científico na Universidade de Turku (UTU), na Finlândia, em 2013. Além disso, existem vários programas de estudo oferecidos em idioma finlandês, como o programa de estudos subsidiários da Finlândia Futures Academy e o  Programa Profissional de Prospecção certificada para aqueles que pretendem tornar-se profissionais na área. Além disso, a sociedade científica de estudos futuros na Finlândia está bem desenvolvida”.

A Finlândia é uma das maiores referências mundiais no tema. O país nórdico está constantemente investindo na evolução de seu sistema educacional e figura sempre nas primeiras posições do Pisa, avaliação internacional que mede o nível educacional de jovens de 15 anos nos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em pesquisa feita pela Education Glance 2018 traz informações importantes sobre a saída de instituições educacionais, o impacto do aprendizado entre os países e o acesso, participação e progressão em todo o mundo na educação.

Gastos por aluno

Entre 2010 e 2015, os gastos por aluno aumentaram 5% no ensino primário, secundário e pós-secundário  e 11% no nível terciário. Instituições educacionais ainda dependem principalmente de fundos públicos. Em 2015, 90% do financiamento para o ensino primário, ensino secundário e pós-secundário não superior e 66% do financiamento do ensino superior dos cofres do governo. Na pesquisa recente do OCDE, realizado em 2018 indica que em países como a Finlândia tem como principal foco as novas tecnologias.

Para a pesquisadora, a sociedade do século 21 já está cada vez mais enfrentando várias realidades como o limite do real e do virtual. “Nossos sentimentos podem ser ‘enganados’ com mundos virtuais que são espelhos dos mundos reais”. Sari Söderlund esclarece que não se pode ter total  clareza que determinadas realidades possam ser mais rentáveis entre pessoas e que seria propício desenvolver aplicações tecnológicas colocando a natureza com um dos focos principais e feito por seres humanos.

Por Yasmim Araújo

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

 

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção