Falta de água causa alerta no DF

A falta de água hoje, se faz bem presente nos estados do Sudeste brasileiro. E o Distrito Federal não fica distante dessa realidade. Especialistas não eliminam a necessidade de um racionamento de água e de economia do recurso por parte da população.

Doutor em química analítica e ambiental, o professor Geraldo Boaventura, afirma que é necessário que o governo local tome as providencias no sentido de orientar a população. E isso tem que começar o quanto antes. De acordo com ele, a educação é feita ao longo dos anos, então  não adianta pensar em criar um processo de educação ambiental em um mês. “Precisamos começar hoje, para que daqui 10, 20, 30 anos a gente já tenha um resultado efetivo sobre isso.”

A ocupação errada do solo é um problema para a água nos mananciais, de acordo com o professor, tudo que se refere à água hoje é uma situação preocupante. Processos de urbanização, como ocupação com residências muito intensas, acabam prejudicando a presença de água de qualidade. “Pode provocar o assoreamento de diversos córregos, lagos e assim reduzir ainda mais não só a qualidade, mas a quantidade também”.

NOSSO LAGO

O lago Paranoá também será fonte de captação de água, de acordo com o assessor especial da diretoria de engenharia da Caesb, Antônio Harada.  Ele explica que a água do tradicional ponto de lazer da cidade vai ser tratada para ser usada no abastecimento do distrito federal. A previsão para começar a utilizar a água é o segundo semestre de 2017.Lago-Paranoá-Brasília

Segundo Harada, o racionamento não é uma necessidade agora no distrito federal. Segundo ele crises hídricas sempre ajudam a buscar soluções. “Eu não digo nem que seria a educação ambiental, seria um conceito de civilidade (…)é uma questão mais de viver em sociedade.”

O consumo de água por habitantes no DF varia de cidade para cidade, mas, em média são 200 litros por pessoa. Bairros que tem uma condição socioeconômica melhor tem um consumo maior que bairros menos privilegiados. “Isso varia muito dessa situação, a gente tem casos em localidade tem um consumo por pessoa de 400, 450 litros a casos que da 120 litros por habitante.”Harada comenta que a população hoje está mais consciente da necessidade de economizar. Segundo a Caesb, o abastecimento de água no DF está normal e não há motivo para preocupação.

ÁGUA QUE NÃO VEMOS

A água invisível é aquela presente principalmente na agricultura e que está nos alimentos. Por isso, não é identificada no dia a dia. Significa um volume de cerca de 75% do consumo de água em média no país. Geraldo Boaventura afirma que grandes investimentos são necessários para a melhoria nos processos de produção, e para que também haja uma redução do desperdício no setor de agricultura. “precisamos sempre entender, que existe um valor agregado a qualquer produto que consumimos e o desperdício logicamente você esta jogando alguns outros recursos importantes também que estão indo pro lixo.”

Por Juliana Braz

 

Post Author: Editor Agencia CEUB