Estudantes e profissionais da educação fazem ato na Esplanada

Parte da Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Três Poderes foi tomada por manifestantes em “prol da educação” e contra a “reforma da previdência” nesta terça (13). Protestos semelhantes ocorreram em 150 cidades de todo país. Na manifestação, estudantes, professores, trabalhadores e indígenas. “Todas as medidas implementadas pelo atual governo têm se caracterizado por desconstitucionalizar o Brasil, principalmente naquilo que se fala dos direitos sociais”, afirmou o professor de História, Rodrigo Piubelli, que chegou cedo ao ato.

Brasília: Mulheres indígenas realizam marcha até o Congresso Nacional. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O professor entende que é necessário mobilização popular para levar à visibilidade das temáticas. “Eu acredito que as manifestações são uma das grandes demonstrações da sociedade acerca dos seus direitos e das suas demandas. As escolas precisam de investimentos, não apenas a estrutura física, mas o material didático, a possibilidade da contratação de mais trabalhadores e a valorização do magistério”.

A convocação para os atos que aconteceram em todo o país foi feita pela UNE (União Nacional dos Estudantes), que avaliou que os maiores atos foram nas cidades de Brasília, Salvador e Fortaleza. Os estudantes protestaram contra o programa ‘Future-se’, do governo federal, que prevê menos dependência do orçamento. “Com esse argumento, o governo assume que a PEC-55 impede o financiamento das universidades”, explicou o presidente da entidade Iago Montalvão. 

Fotos: Cuca da Une

A manifestação contou com discurso de militantes e indígenas no palanque, como a ativista Sônia Guajajara, que criticou as frases polêmicas do atual presidente. Em Brasília, o ato seguiu do museu até o congresso e se dispersou  por volta das 13h. Antes disso, às 7h, Brasília também recebeu mulheres indígenas de todo o país na 1ª marcha de mulheres indígenas, algumas ainda estavam presentes. 

Janaina Ystindai, da comunidade Shawadawa, no Acre, esteve presente em ambas as manifestações e falou sobre os problemas nas organizações de resistências como as que estavam presentes nos atos, declarou: “Falta muita visibilidade de todos mesmo, porque vários homens vem lutar e é pouco, então falta mais movimentos de mulheres, porque a gente fica sem visibilidade fica oprimida dentro da aldeia, não consegue sair, não consegue movimentar”.

Por Evellyn Luchetta, Geovanna Bispo e Helena Dornelas 

Imagens: Agência Brasil

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção