Equipe do DF quer incentivar basquete na periferia; saiba mais

Com o objetivo de proporcionar o ensino do basquetebol nas regiões periféricas do Distrito Federal, a Associação Esportiva e Recreativa Cerrado foi fundada em junho de 2016. A idealização foi possível a partir da iniciativa de Dimitri Ramos Rodrigues, atual presidente do clube, que percebeu a necessidade de valorizar a participação de jovens brasilienses, para que eles tenham a percepção de como o esporte pode ser um instrumento de transformação social. Além de desenvolver a formação de crianças e adolescentes, a entidade opera na esfera esportiva por meio dos times feminino e masculino.

Elencos

O plantel masculino possui 15 jogadores e, atualmente, disputa a Liga Ouro 2019. Na competição, a equipe candanga já venceu três dos cinco jogos. O atual momento do time é melhor que o vivido no ano anterior, quando conquistou apenas um triunfo durante todo o campeonato. O começo promissor nesta edição é resultado do processo de reformulação pelo qual o clube passou no final de 2018. A primeira mudança foi o anúncio de Ronaldo Pacheco como novo treinador da equipe principal.

O técnico revela que acompanhava a equipe antes mesmo de dirigir o time e o motivo para ter aceitado o convite. “Depois que conheci o Dimitri, percebi que o projeto era maior do que eu imaginava. Então, me coloquei à disposição para contribuir. A partir daí comecei a ajudar na elaboração pedagógica dos núcleos sociais e, posteriormente, surgiu a oportunidade de  dirigir a equipe adulta na disputa da Liga Ouro.

Para Ronaldo, o trabalho desenvolvido pela comissão técnica com os atletas é excelente, pois os membros são comprometidos. “Conseguimos reunir um grupo de pessoas extremamente competentes. Convidei o Gabriel Millian, que já havia trabalhado comigo, como atleta na equipe sub-22 do Uniceub. Na parte da preparação física o Cerrado firmou parceria com a Companhia Athlética, que designou os professores Ramires e Guilherme para orientarem o trabalho de força.  A essa equipe juntou-se o João Montenegro que faz a ligação entre o trabalho de quadra e da academia. Além disso temos o Luis Edwards na parte de fisioterapia e a Dra. Camila do Instituto Montenegro na parte de ortopedia. Temos uma equipe multidisciplinar que tem um ótimo entrosamento e principalmente paixão pelo que faz.”, informa.

 Além da equipe masculina, o associação possui um time feminino desde 2017. O presidente Dimitri Ramos conta que o projeto surgiu a partir de uma colaboração. “Em um primeiro momento, a gente montou uma parceria com outra organização que já existia aqui no DF, chamada União. Essa equipe era coordenada por uma moça de nome Ângela, que saiu do país para residir no exterior. Com isso, as jogadoras vieram para o Cerrado, o que originou o nosso primeiro time.

Estrutura

O Cerrado utiliza dois espaços destinados para treinos e jogos durante a temporada. Além de praticar atividades na quadra poliesportiva da IESPLAN, o time construiu um ginásio no clube da Associação dos Empregados da Eletronorte (Aseel). Entretanto, continua a mandar partidas na antiga casa, pois a Arena Pipoka não atende a todos os requisitos impostos pela Liga Nacional, como: espaço nas arquibancadas e vestiários para equipe visitante e arbitragem.

Segundo Ronaldo Pacheco, além da estrutura de ginásios, a associação conta com ortopedista, fisioterapeuta e uma comissão que conta com convênio com a Companhia Athlética. ”Conseguimos reunir um grupo de pessoas extremamente competentes e compromissadas, uma equipe multidisciplinar que tem um ótimo entrosamento e principalmente paixão pelo que faz.”, conta

Conquistas

Embora tenha apenas dois anos de existência, o time do Cerrado já faturou cinco títulos regionais importantes durante esse período. O time masculino conquistou a Copa Brasil Centro-Oeste 2017. No mesmo ano, o grupo cerradense conquistou a Liga de Verão e a Liga Brasília de Basquete, após vencer todos os 12 jogos do torneio.

O time feminino foi bicampeão do Campeonato Brasiliense já no primeiro ano de existência, após a parceria com o time União, em 2017. Dimitri explica como esse feito foi possível. “Com a chegada das novas integrantes, o elenco candango foi montado e venceu a edição daquele ano. Em 2018, a gente veio com uma conotação diferente. O nome passou a ser apenas Cerrado e conseguimos conquistar a competição novamente.”

Projeto Social

Para auxiliar na formação de novos jogadores, a instituição desenvolve um projeto social com jovens que desejam ingressar no meio esportivo.Os atletas são efetivados pelos  Núcleos de Formação Social, em uma parceria do Instituto Federal de Brasília (IFB), para contribuir na formação de crianças e jovens através do esporte.

O técnico Ronaldo Pacheco dispõe de um instrutor formado em educação física com conhecimento na modalidade, junto com uma equipe pedagógica no qual age seguindo a proposta instrutiva deliberada.

Atualmente, o time apresenta estruturas em São Sebastião, Gama e Ceilândia. Existe a possibilidade de futuramente, o Cerrado abrir nova unidades em outras regiões administrativas e até em outros estados. As inscrições são realizadas no site da equipe

Por João Paulo de Brito, Arthur Ranaldi e João Magalhães

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: João Paulo de Brito

João Paulo de Brito

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