Dia do combate ao fumo: cardiologista alerta também para malefícios do narguilé

Sob a fumaça que paira sob o grupo de usuários de narguilé, esconde-se mais um tipo de risco. Tanto que, neste ano, o 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, o tema da campanha do Ministério da Saúde é “Tabaco ou Saúde – O Uso do Narguilé”, que é encampada pelo Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).

Segundo o cardiologista Anderson de Oliveira, o narguilé é extremamente prejudicial a saúde. “A fumaça do narguilé apresenta um grandioso conteúdo tóxico. Traz efeitos prejudiciais sobre o sistema respiratório, o sistema cardiovascular, a cavidade bucal e os dentes. Os fumantes de narguilé, em longo prazo, têm mais incidência de enfisema (doença pulmonar obstrutiva crônica) e até doença periodôntica”. Ele explica que, com base em pesquisas científicas recentes, o uso de narguilé foi significamente associado ao desenvolvimento do câncer de pulmão, bem como o tabagismo tradicional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta.

Segundo documento do Ministério da Saúde, em 2019 ocorrerão no Brasil 31.270 casos novos de câncer de pulmão, e em 2017, foram registrados 27.931 óbitos por essa enfermidade. “Uma parcela considerável desses casos poderia ser evitada por meio da redução da prevalência de tabagismo”, aponta o documento.

Guimbas

Para o cardiologista, campanhas “não são o suficiente” para mudanças de cenários. Quanto ao Narguilé, o cardiologista caracteriza-o como “novo cigarro” .  “Os usuários serão grandiosamente prejudicados em seu bem maior: sua saúde”

Além da poluição gerada pela fumaça dos produtos de tabaco, seu consumo ainda deixa outro problema à sociedade, o descarte das guimbas de cigarro. Todo ano descartam-se 6 trilhões de guimbas no meio ambiente. Elas contêm substâncias cancerígenas, pesticidas e nicotina e seus filtros levam mais de 15 anos para se decompor gerando contaminação das águas de rios e oceanos, o entupimento de bueiros e enchentes nos grandes centros urbanos.

Superação 

O cardiologista explica que, não apenas com o narguilé, mas com o fumo em geral, é necessário respeitar fases. “Devido ao tabagismo ser, atualmente, considerado dependência química à nicotina, a abordagem dos fumantes envolve etapas: avaliação clínica do perfil do fumante, do grau de dependência, do grau de motivação para deixar de fumar e intervenções motivacionais”. O cardiologista lembra que deixar de fumar pode trazer síndromes de abstinência como ansiedade, insônia e tortura.

Por João Carlos Magalhães
Imagem: Pexels / Pública
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção