Vacinação contra H1N1 começa em 30 de abril

O vírus H1N1 chegou mais cedo no Distrito Federal este ano. Segundo o pneumologista Marcelo Bravin, a griepe recebe a classificação de Influenza tipo A, que costuma causar pandemias. Ele explica que o vírus está presente em todas as estações do ano, mas geralmente causa problemas no inverno. “As pessoas tendem a se concentrar mais em ambientes fechados, o que possibilita as chances de circulação do vírus entre uma pessoa e outra”, esclarece. A transmissão ocorre por meio de gotículas de secreções respiratórias que podem alcançar até um metro de distância.

Para os profissionais de saúde, a melhor forma de se proteger da doença é a prevenção por meio de vacinas. No Distrito Federal, o calendário de vacinação contra Influenza A começa dia 30 de abril e termina 20 de maio. A Secretaria de Saúde informou que receberá 50% das vacinas no primeiro dia de campanha, o que corresponde a cerca de 350 mil unidades. O Ministério da Saúde oferece vacinas para crianças de 6 meses a 5 anos, pessoas maiores de 60, doentes crônicos e gestantes. No entanto, a recomendação de médicos é de que as pessoas fora do grupo de risco também se previnam. A alternativa é comprar as doses dos postos particulares.

Sintomas

A gripe e o resfriado, ambos comuns na época do inverno, são doenças frequentemente confundidas, por apresentarem sintomas parecidos. A diferença, como explica Marcelo Bravin, reside na intensidade dos sintomas e no tipo de vírus. “O resfriado normalmente é causado por outros vírus, que não o vírus Influenza, que provocam uma forma branda de infecção respiratória. Normalmente, uma melhora é percebida após três dias”, comenta. Já no caso do vírus Influenza, as manifestações da doença, além de demorarem mais a passar, são também mais severas. “Tosse prolongada, dor de garganta e coriza mais intensos, dor de cabeça, dor muscular, prostração, falta de apetite e febre alta são os sintomas da gripe”, conclui.

O pneumologista comenta que o H1N1 é mais perigoso quando adquirido pela primeira vez, já que o organismo não possui anticorpos para combatê-lo. Uma simples gripe pode se tornar pneumonia viral ou encefalite viral, que podem levar à morte. Bravin ressalta: “do ponto de vista infectológico, nós recomendamos que todos se vacinem, mas por razões financeiras o governo oferece vacinas apenas para os grupos de risco”.

Prevenção

O médico Marcelo Bravin dá dicas de hábitos de higiene que são úteis na prevenção da doença. “Quando for tossir, o ideal é colocar o braço na boca, porque uma outra forma de transmissão é através das mãos. Também é bom que você lave as mãos depois de tossir, inclusive para quem não está doente, com água e sabão. Se você não puder lavar as mãos na hora, o álcool gel de concentração 70% ajuda. O recomendável é passar o álcool nas mãos e friccioná-las durante 30 segundos, fazendo movimentos entre os dedos e as unhas”, indicou.

O pneumologista destaca a importância de manter tais hábitos mesmo na falta de sintomas, pois eles podem demorar de um a quatro dias para aparecer – é o chamado período de incubação do vírus. “Na pessoa que está doente, o período de transmissibilidade pode ocorrer dois dias antes dos sintomas se manifestarem. E até cinco dias depois da melhora dos sintomas, o infectado pode transmitir o vírus”, alerta. A Secretaria de Saúde ressalta que a rede pública está preparada para acolher os pacientes e todas as unidades de saúde estão monitorando o surgimento de possíveis novos casos.

Transmissão VirusPor Bruna Maury e Aline do Valle

Colaboraram Isabela Costa, Andreza Carceroni e Beatriz Castilho

Foto: Cristiano de Jesus/Creative Commons

Arte: Camila Campos

 

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção