Campus Party: participantes chegam de mala cheia e muitas expectativas

Malas grandes, colchonetes, travesseiros, alimentos, e, claro, o computador-companheiro separado em caixa. Até domingo, pelo menos 12 mil inscritos na Campus Party participarão de um evento de tecnologia, no estádio Mané Garrincha, que já é o segundo, em número de pessoas (só fica atrás de São Paulo). Entre os campuseiros, há aqueles que ficarão acampados e só sairão do estádio por absoluta necessidade. Nesta quarta, na abertura do evento, foi comum a cena de pais se despedindo antes de filhos entrarem no evento. “Agora só nos vemos no domingo”, diz Luiz Gustavo Benício, de 22 anos, estudante de engenharia que deu um até logo para os pais.

Luiz Gustavo deu um tchau para a família

Para jovens como ele, a imersão na Campus Party significa troca de experiências, capacitação, entretenimento e relacionamento com outras pessoas que podem gerar inclusive parcerias profissionais no futuro. Residente em Taguatinga,o jovem conhece bem a Campus Party. Desde a primeira edição em Brasília, Luiz é campuseiro. “Conhecer gente nova e adentrar nos grupos de trabalho da área tecnológica é o objetivo da maioria aqui. Muitos empresários contratam algumas pessoas como free lancer, e alguns até mesmo conseguem trabalho fixo’’’, anima-se.

O estudante de engenharia da computação João Victor, 19 anos, decidiu comparecer ao evento após ser aconselhado por amigos de faculdade. “Decidi participar, pois o pessoal do curso que faço me falou que a Campus Party é um local de muito aprendizado e que vale à pena conferir”, destaca o brasiliense que mora em Samambaia (DF). Embora não tenha participado de outras edições e só tenha tomado conhecimento da feira recentemente, o jovem afirma estar animado para vivenciar a experiência e que durante este período, tentará acompanhar o maior número de atrações. “Estou com expectativa boa em relação ao evento. Vou ficar até domingo e até lá pretendo assistir tudo que for possível.”

Débora Caires, de 20, e Maria Laura Morais, de 18, estudantes de engenharia espacial e moradoras do Gama (DF), aguardavam na fila do credenciamento ansiosas para conseguirem seus crachás e participarem de mais uma edição. ‘’Espero entrar em contato com pessoas importantes, aprender muito com as palestras’’, conta Débora, afirmando que comprou o ingresso de última hora mas já planejava ir desde o ano passado.

Mochila nas costas das irmãs estudantes de engenharia espacial.

 

O movimento para fazer o credenciamento e acessar a Campus Party foi intenso no primeiro dia. Dentre os participantes, estavam Fabiano Maia, de 38 anos, e Victor Jesus, de 17, pai e filho que moram em Brasília e vão passar os 5 dias acampados no evento. Fabiano é técnico em informática e trabalha com projetos pedagógicos. Ele veio para ver o que será novidade na área de educação e acompanhar algumas palestras. Victor se inspira no pai e quer seguir pelo mesmo caminho. É a segunda vez que ambos participam da Campus Party em Brasília.

Outra campuseira que vai passar os 5 dias na CPBSB3 é Taila Lopes, de 30 anos. Gaúcha de Bagé, atualmente mora em Caxias do Sul e contou que veio para Brasília sozinha, mas que participa de uma comunidade na internet e vai encontrar outros membros no evento. Além de acompanhar a programação, Taila irá palestrar sobre métricas nas mídias sociais na sexta feira.

Quem também pretende conhecer novas pessoas e adquirir novos conhecimentos sobre tecnologia é Victor Hugo Lopes, 23 anos, morador de Samambaia, estudante de informática e veterano quando o assunto é Campus Party. ‘’Essa é a minha terceira Campus. Vou desde a primeira aqui em Brasília. Nas primeiras vezes, eu vim só para jogar, mas dessa vez, pretendo assistir a muitas palestras e conversar com novas pessoas’’. Victor chegou ao local de acampamento acompanhado pelos pais e pelo amigo que também acampará com ele.

 

João Vitor, de 19 anos, mora na Samambaia

Assim como é esperada a presença de muitos jovens que residem aqui na capital, não é difícil encontrar quem tenha vindo de longe. Angélica Quadros, 21 anos, veio de Belém (PA). A jovem diz que foi no começo do ano a Campus Party de São Paulo e ficou realizada com o que viu. Depois disso, decidiu que iria a todas as edições que tivessem ao seu alcance, e não pensou duas vezes em vir até Brasília, mesmo que sozinha. ‘’Minha expectativa é de fazer novos amigos, passar noites sem dormir e assistir a várias palestras!’’, conta a estudante que comprou o ingresso logo depois que a edição de São Paulo foi encerrada.

 

10 horas de ônibus

Guilherme encarou 10 horas de ônibus para “aprender” no evento

Ao contrário de Angélica, que veio sozinha, Guilherme Ferreira, de 18 anos, veio acompanhado de mais 26 pessoas. Entre professores, alunos e até o motorista do ônibus, o grupo veio diretamente de Barra do Garças (MT). Fã de programação, o aluno do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso conta que essa é a sua primeira Campus Party, e que mesmo depois de mais de 10 horas de viagem pela estrada, está muito feliz em poder conhecer o evento e viver na prática o que ele estuda na teoria.

Por João Paulo de Brito, Maria Regina Mouta, Guilherme Gomes e Vinícius Heck (Agência de Notícias UniCEUB em parceria com Jornal de Brasília)

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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