Nada é anônimo na rede, diz engenheiro

“Não existe nada anônimo na internet, há formas de rastrear, e se a polícia quiser, ela chega”. A afirmação é do professor de engenharia Marco Antônio Araújo. Ele alertou sobre a questão da segurança da informação na rede em palestra no evento TEIAS – Tecnologia, Empreendedorismo, Inovação, Artes e Sustentabilidade, no UniCEUB. O professor sugere que, em caso de crime de injúria por exemplo, a primeira coisa que deve ser feita é o print screen da tela. Pois a pessoa pode apagar o comentário e o arquivo digitalizado poderá ser a prova e já vai valer para abrir o processo.

Marco Antônio Araújo alertou que é preciso parcimônia ao divulgar dados na internet. Muitas vezes, não ter a dimensão do que tal informação pode causar, pode gerar problemas. “Eu teria coragem de colocar essa informação na minha camiseta e sair no meio da rua? Porque é isso que você vai fazer na décima potência”, comparou.

Confira o vídeo em que o professor explica sobre segurança de informações na internet:

O professor orientou também como escapar das fraudes, tão comuns na rede. Uma das dicas é evitar computadores compartilhados com várias pessoas, ter mais critérios na escolha dos amigos virtuais, sempre desconfiar de links e mensagens estranhas (que podem ser phishing e malwares), evitar divulgar informações pessoais, localização ou qualquer outro dado que você não costuma dizer para qualquer um. E ainda sempre atualizar o sistema operacional assim que sair uma nova versão. “O phishing (fraude eletrônica) não vai parar, só vai mudar a ferramenta. A engenharia social sempre existiu e sempre vai existir”, alertou.

Questionado sobre qual será o futuro da segurança da informação, ele acredita na utilização de biometria para acessar um site, biometria do olho, dedo ou palma da mão. Esses aspectos já aumentarão o nível de segurança, pois uma das falhas dos usuários é na criação de senhas fáceis. “As empresas têm que aprimorar bastante essa conversa com o usuário final porque como ele é o elo mais fraco, eles têm que de alguma forma blindar esse usuário”.

Origem

Desde que as redes sociais tiveram início, esse segmento não parou mais de se desenvolver. No final dos anos 70 surgiram os bbs (Bulletins Board System). Esse sistema permitia sala de encontro com os integrantes, criação de perfil e envio de mensagens. “Foi o início das redes sociais, com eles, já permitia encontros com uma rede de computadores”, contou o professor.

Já nos anos 80, surgiu a CompuServe, que permitia compartilhar arquivos e acessar notícias, que era algo que não tinha na plataforma anterior. Também era possível enviar um tipo de mensagem que se espalhou pelo mundo, chamado de e-mail, e outra característica era que os usuários podiam participar de fóruns.

A considerada primeira rede social se chama Classmates. Ela surgiu em 1995 para conectar estudantes dos Estados Unidos e Canadá. E, com isso, veio o “boom” das redes sociais. Tivemos o Friendster, em 2002; Myspace, em 2003 (apesar de fugir do propósito inicial, era muito ligada à música); LinkedIn, em 2003 (rede social com intuito profissional); e a primeira rede social que efetivamente fez sucesso no Brasil, o Orkut, que surgiu em 2004. Essa rede possuía características que outras redes sociais começaram a aderir como a possibilidade de criar grupos específicos.

O conhecido Facebook teve início em 2004. Segundo o professor Marco Antônio Araújo, é uma das empresas com maior base. Em 2006, veio o Twitter. Com essa novidade, foi criado também um conceito: o que não for possível expressar em 140 caracteres, não vale a pena. A velocidade e a simplicidade dessa rede fez com que muitas empresas ganhassem dinheiro. Quem tem uma base de usuários grande lucra, pois, ao fazer propaganda de alguma empresa, todos os usuários irão receber aquilo.

Outro ponto importante do Facebook e do Twitter é quanto à gestão de marcas. As empresas pesquisam nessas redes para saber se seu nome está associado a alguma reclamação ou fator ruim.

No ano de 2010 surgiram o Instagram e o Whatsapp. De acordo com o professor, sites como o Facebook possuem grande base, mas com o surgimento de novas redes sociais, há menos uso e é preciso que se aprimorem para continuar em alta.

É imprevisível saber quando uma inovação dará certo, ainda mais com uma grande diversidade de plataformas que surgem frequentemente. Sempre há novos recursos que viram novidade e suprem o antigo. “A rede social é uma onda em que uma vai se sobrepondo a outra. A internet tem tendência e não há fórmula mágica. Por exemplo, o Google Plus investiu muito dinheiro e não vingou”, explicou o engenheiro.

Por Regina Arruda

Foto por Tereza Sá

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção