Técnicas de escrita criativa podem auxiliar novos narradores, explica professora

Prestar atenção em tudo ao seu redor. É a partir do olhar aos detalhes dos cenários e da rememoração das imagens que as narrativas de ficção podem ser elaboradas. Para a professora universitária Sandra Araújo, de português e literatura, uma orientação para quem quer melhorar o texto é de adotar técnicas de escrita criativa, que consiste em um conjunto de práticas que exige leitura e que auxilia na criação e no entrelaçamento das ideias.

Um dos principais pesquisadores brasileiros da concepção de uma “escrita criativa” para as narrativas de ficção é o professor gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil, que inspirou uma série de outros professores que utilizam essas ideias para o ensino de um texto mais atraente. “Quem escreve tem de estar presente em uma cena. Precisa se colocar no lugar da pessoa que está lendo, saber se posicionar”, diz Sandra Araújo.  

Para essa finalidade, é necessário um exercício diário de leitura. “Quem deseja se tornar um escritor de verdade precisa ser disciplinado na leitura”. Outra observação da professora é que a prática de ler colabora com domínio dos códigos linguísticos, no caso da língua portuguesa.

A pesquisadora compreende que existem três pilares imprescindíveis para a boa escrita: uso da memória das cenas, a observação sistemática e uma imaginação em plena atividade. “Sobre a imaginação na escrita, é importante trabalhar com imagens, que estimulam a mente com a criatividade de quem escreve”, afirma.

Sandra Araújo explica que um bom texto tem por característica a simplicidade, e a capacidade de chegar a um público maior. “Quando a escrita está complexa demais, pode afastar o leitor daquele texto”. 

Sandra Araújo participou da 37° semana de comunicação, promovida pelo UniCEUB, em uma conversa sobre Escrita Criativa.

Confira a conversa na integra:

Por Paloma Cristina

Supervisão de Luiz Cláudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção