Ensino remoto: saiba mais sobre o desafio de professores e alunos

Como medida para evitar o contágio da Covid-19, escolas e universidades tiveram que fechar as portas, por tempo indeterminado. Assim, alunos e professores precisaram se adaptar ao novo método de ensino: o remoto.As instituições particulares começaram a introduzir o ensino virtual logo no início da quarentena, em março. Já as escolas e universidades públicas tiveram um atraso em relação às particulares, começando apenas em julho. 

Com novas experiências vêm novos desafios. Professores e alunos, que eram acostumados com a rotina em sala de aula, tiveram que aprender as ferramentas do mundo virtual para prosseguirem com as atividades. Além disso, muitos estudantes sofrem com a falta condições necessárias para acompanharem as aulas, o que prejudica ainda mais o aprendizado. De acordo com dados da pesquisa TIC Kids Online, realizada em 2019, 4,8 milhões de crianças e adolescentes, entre 9 e 17 anos, não têm acesso à internet. 

 

Iacy Andrade, docente da rede pública há 23 anos, tenta se adaptar ao modelo remoto e descreve a sala de aula como o “melhor lugar do mundo”. A educadora, que antes usava a internet apenas para pesquisas rápidas, teve dificuldades em se familiarizar com o ensino virtual. Para ajudar na preparação, ela participou de alguns cursos oferecidos pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE), em que pôde se capacitar para oferecer aulas ainda melhores aos seus alunos. “Assim como tantos outros professores, tive que correr para preparar uma aula no mínimo atrativa para os alunos”. Relata.

 

A turma da professora conta com 21 alunos, porém apenas 6 conseguem acompanhar as aulas pela plataforma do Google Sala de Aula e 3 buscam as atividades impressas na escola. A maioria de seus alunos vem de famílias carentes e, por esse motivo, não têm condições para a compra de equipamentos necessários e para custear pacotes de internet. “A maior dificuldade é a falta de equipamentos e de internet para os alunos. Grande parte dos pais não têm condições nem para alimentação. Desabafa Iacy. Seus colegas de trabalho tem feito entregas de cestas básicas às famílias.

Mais ajuda

 

Além das entrega de cestas básicas, a equipe realiza uma campanha que recebe equipamentos eletrônicos para auxiliar os estudantes nas atividades escolares.

 

Ao saber da situação de alguns alunos, Juliana Remédios, de 19 anos, resolveu fazer algumas doações. Até o momento, a estudante de biologia, doou um celular e dois computadores!

A professora Iacy, que encaminhou um dos equipamentos à família de um de seus alunos, desabafa: vai para a mãe com 4 filhos e um celular.

“Eu sinto que toda chance de ajudar alguém é uma oportunidade de melhorar alguma coisa no planeta que eu vivo, gentileza é algo muito bom, tanto pra quem recebe quanto para quem faz” Conta Juliana.A jovem ainda incentiva outras pessoas a ajudarem quem mais precisa nesse momento tão difícil. “Caso acredite em energias, pense que todo bem que você oferece ao mundo volta pra você” 

Governo

 

 

Para a continuação do ano letivo, agora de forma remota, a Secretaria de Educação criou o programa Escola em Casa DF, onde a presença é obrigatória. As faltas são contabilizadas a partir do envio de atividades pela plataforma do Google de Sala de Aula, espaço em que os alunos podem se comunicar com os professores. 

 

Estima-se que cerca de 120 mil alunos da rede pública não tem oportunidade de assistir às aulas, de acordo com o Sindicato dos Professores, o que corresponde a mais de 25% dos estudantes. Assim, a Secretaria de Educação do Distrito Federal destinou R$ 3 milhões para, a partir de um credenciamento com as operadoras telefônicas, oferecer internet banda larga para alunos e professores. O edital para o credenciamento já foi publicado e a secretaria aguarda o interesse das empresas. 

Por Rayssa Loreen

Supervisão de Luiz Cláudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção