Estudo indica que o diálogo entre escolas e famílias é essencial para o melhor aprendizado

A pandemia e o isolamento social pegaram a todos de surpresa e fizeram com que diversas atividades tivessem que ser interrompidas, entre elas, as atividades escolares e universitárias, trazendo uma necessidade de reinvenções e adaptações. Segundo estudos realizados por um grupo de professores e estudantes de psicologia do UniCEUB, é imprescindível o estabelecimento de um diálogo entre instituições e famílias para enfrentar esse momento. 

A professora de psicologia Mara Weber explica que o principal receio dos pais seria em como os mesmos conciliariam o trabalho com as aulas de seus filhos. “ Uma preocupação que os pais apresentaram foi sobre como conciliar seu trabalho e seus filhos em casa, com as aulas. Como organizar e manter uma rotina e realizar atividades.”

Segundo a professora, a maior dificuldade dos professores com esse novo modelo foi a própria utilização da tecnologia, já que, de modo geral, eles não dominavam as ferramentas. “O que nós percebemos é que muitos professores não sabiam como lidar com a tecnologia para a elaboração das aulas, exercícios e provas.”

As cartilhas elaboradas além de buscarem auxiliar, trazem sugestões para uma maior integração entre os campos institucionais e familiares, como exercícios físicos, iniciativas para o aumento do vínculo social e formas artísticas de expressão.

Leia Guia psicológico para lidar com estressores na pandemia 

Leia Cartilha  Pais e Escola

Leia Cartilha volta às aulas após pandemia

A pesquisa, que é composta por cartilhas de auxílio sobre como lidar com o agora e o pós-pandemia, especificamente no campo educacional, tenta deixar claro o papel das famílias em dar uma base afetiva para as crianças e das instituições de formar e desenvolver o conhecimento dos alunos, além de colaborar com os responsáveis para a formação ética.

Para a estudante de psicologia Laís Silva, a maior aflição que os professores apresentaram é sobre os prejuízos escolares que os alunos podem ter após esse período. “Os professores trouxeram que a grande preocupação deles, em relação às crianças e adolescentes, é com os prejuízos acadêmicos que eles podem ter, além do desenvolvimento da aprendizagem e social.”

De acordo com a pesquisa, cerca de 65,3% dos professores tem um ou mais filhos, de forma que, além de planejarem aulas para seus alunos, ainda têm que administrar seus próprios filhos. “ Em relação aos professores, nós percebemos que há uma preocupação muito grande quanto a organização dentro de casa, porque não só os pais tiveram que se adaptar quanto aos filhos, mas os professores também que, além de terem de lidar com os próprios filhos, tiveram que se organizar quanto a demanda de exercícios que estavam sendo cobrados pelas instituições.”

Por Geovanna Bispo

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção