Cerrado Basquete estreia contra Anapolino com ala panamenho e novo técnico

O Campeonato Brasileiro de Basquete (antiga Liga Ouro), que começa no próximo domingo (15), representa a porta de acesso à elite do basquetebol nacional. Pelo terceiro ano consecutivo, o torneio conta com uma equipe de Brasília. O Cerrado Basquete disputa mais uma vez uma vaga na elite nacional (o NBB) com novidades. O destaque em quadra é o ala panamenho Pablo Rivas. Fora de quadra, a equipe tem nova comissão técnica.

O primeiro jogo do Cerrado é contra o Anapolino-GO, às 18h, no ginásio do Iesplan, na Asa Sul. A equipe candanga está cheia de expectativas com a chegada do técnico Bruno Lopes, 34, eleito duas vezes o melhor treinador da antiga Liga Ouro.

Em entrevista à Agência UniCEUB o técnico comentou que o planejamento leva em conta o fato de que se trata de um torneio rápido. Ele tem somente seis meses de contrato com o clube. “A gente sabe que não é fácil, é um trabalho a curto prazo, mas o projeto do Cerrado nos dá essa possibilidade de desenvolvimento. Acredito que nós vamos conseguir desenvolver um padrão, tanto dentro da quadra, como pensamentos fora dela, que vão ajudar não só a equipe profissional, como todas as outras categorias”, comentou Bruno Lopes.

Além disso, o técnico enfatizou que o Cerrado Basquete tem responsabilidade na recuperação do espírito ligado ao esporte. “O Cerrado está mostrando no projeto da instituição uma mudança de cultura no basquete de Brasília, atrair mais torcedores”. A ideia é não só ter uma equipe adulta, mas também projetos sociais, núcleos esportivos, disputando campeonatos nacionais em várias categorias.

“Consequentemente, a gente atrai mais crianças, meninas e meninos, adolescentes e os seus pais. Dessa forma, vamos restaurar essa cultura, até porque o basquete aqui já foi muito forte, teve vários títulos nacionais, mas eu acredito que o que falta aqui mesmo é a torcida ser mais presente”. Outra ação é ampliar os públicos de Brasília e das regiões administrativas.

A história de Bruno Lopes na capital pode estar apenas começando, mas ele traz consigo uma extensa bagagem de experiências com o Londrina-PR, com disputa de campeonatos como jogador, assistente e técnico pelo Tubarão. Essa é a primeira temporada longe de casa, Bruno Lopes ressalta a dificuldade de estar longe da família e da esposa, mas acredita que é por um “bem maior”, já que existe uma chance real de subir de divisão com o Cerrado e se tornar um técnico da NBB. “Toda essa dificuldade de sair de casa dentro da quadra a gente esquece, com muito trabalho e dedicação. ”

Jogador de seleção

Outra novidade no Cerrado é a chegada do panamenho Pablo Rivas, camisa 20 da seleção do Panamá. Até a temporada passada, Pablo estava no Club Liberdad Sunchales da Argentina, na Liga Super 20. Ele chega para reforçar posição de ala da equipe candanga que está de olho na vaga que dá acesso à principal liga de basquete do país.

Foi uma espécie de “bola de 3” o fato de escolher o Brasil foi a ligação que a capital tem com o basquete e a boa qualidade de nossa liga principal. “É um país que gosta de basquete, as pessoas vão aos jogos e são amigáveis e, além disso, é o maior da América do Sul, então, para mim, que nasci em um dos menores países das Américas, é um privilégio estar aqui, vivenciar e me adaptar a uma nova cultura, aprender uma língua diferente como o português, que é parecido com espanhol, mas diferente ao mesmo tempo. Só de poder adicionar essas coisas a minha vida eu sinto que pode me beneficiar no futuro a longo prazo”.

Pablo Rivas chega com aspirações e entusiasmado com a probabilidade de ascensão da equipe nesta temporada, visando não somente o sucesso do time, mas também uma boa temporada individual tendo como meta um duplo-duplo de média.

Essa é a primeira vez do panamenho no Brasil. Citou que, embora exista pressão para atuar bem, ele prefere manter os pés no chão e deixar para mostrar quem é e o que pode fazer para quando a bola subir. “Eu não vou chegar aqui em lugar novo e começar a falar que eu sou isso ou aquilo por que eu ainda não mostrei, ainda não provei isso. Então, eu prefiro pensar em fazer as coisas primeiro antes de falar, levar jogo a jogo e mostrar o que posso fazer dentro de quadra e fora de quadra também”.

Pablo cita o jogador Paul George (atualmente no LA Clippers, time da NBA) como inspiração. Mas seu principal ídolo desde pequeno é o pai Pedro Rivas, ex-jogador da seleção do Panamá e responsável pela única aparição do país nos Jogos Olímpicos em 1968. “Minha inspiração sempre vai ser o meu pai, ele foi um jogador de basquete top 10 do mundo na época dele, ele jogou pela seleção nacional do Panamá, mas teve que aposentar cedo, aos 30 anos. Essa sempre vai ser a minha inspiração para seguir jogando. Sinto que o basquete está no meu DNA por causa dele. Minha família de forma geral também sempre trabalhou e se sacrificou muito por mim para que eu conseguisse continuar competindo e treinando”.

Campeonato

A antiga Liga Ouro, reformulada agora para ser o Campeonato Brasileiro de Basquete, conta com duas conferências com sete times em cada (denominadas Hélio Rubens e Gerson Victalino). O torneio será disputado em dois turnos, ao final, os 2 melhores de suas respectivas conferências avançam diretamente para as quartas de final, enquanto o 3º, 4°, 5° e 6° jogam um mata-mata, cruzando conferências, para definir mais 4 classificados. As quartas serão disputadas em uma melhor de três jogos e a decisão será em formato de ‘Final Four’.

Para assistir aos jogos do Cerrado que ocorrem no ginásio da IESPLAN, localizada na Asa Sul, os ingressos são vendidos nos dias de jogo na bilheteria do ginásio a R$20, a inteira, e R$10, a meia, nas condições previstas em lei e também com 1kg de alimento não perecível.

Por Bernardo Guerra, Gabriella Tomaz e Thiago Quint.

Imagens: Gabriella Tomaz

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção