“Se a rua Beale falasse” ataca racismo com diálogos profundos

O longa metragem “Se a rua Beale falasse”, do premiado diretor Barry Jenkin, que levou o Oscar de Melhor Filme com “Moonlight”, é a estreia desta semana que mistura temática social e de reflexões.  Uma adaptação do livro de James Baldwin, o filme apresenta a história do casal Tish Rivers (KiKi Layne) e Fonny Hunt (Stephan James). Eles são amigos de infância e começam um relacionamento amoroso ainda adolescentes. A vida de Tish, 19 anos, e Fonny, 22 anos muda quando o protagonista é preso.

Em meio ao romance que rodeia o casal, o sentimento de rejeição da família de Fonny em relação ao namoro dos dois, é um dos problemas enfrentados pelos dois. Logo no início do longa, a notícia de que Tish está grávida não é bem recebida pela família Hunt. Enquanto Fonny está preso, acusado injustamente de estuprar uma porto riquenha, a garota tem Tish precisa lidar com os sintomas da gestão, a pressão da família do amado e o preconceito racial.

O enredo é forte, impactante e fundamental, principalmente, por relatar a luta das minorias. A violência policial também é mostrada. Os diálogos profundos entre os personagens mostram que, em meio, às situações injustas apresentadas na vida da família Hunt e Rivers, o amor precisa permanecer em primeiro lugar.

A trilha sonora e os figurinos completam as cenas com a ótima atuação dos personagem que é marcada pelas qualidades e defeitos de cada um dos intérpretes. O filme é cheio de romantismo poético, mas ao mesmo tempo, apresenta cenas de um difícil realismo repleto de racismo.

Por Isabela Guimarães

A convite da Espaço/Z

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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