Intolerância é maior nas redes sociais do que no dia a dia, diz estudante muçulmano

O universitário brasiliense Nabil Murtadha, de 22 anos, é filho de indonesianos e adepto da religião muçulmana. Ele revela que ser muçulmano no Brasil é “tranquilo” e diz que existem muitas mesquitas onde eles conseguem praticar livremente o islamismo, porém não realizam todas as suas tradições.

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No entanto, sofrer preconceito virtualmente por serem muçulmanos é algo mais recorrente. Nabil enfatiza que muito das ofensas são feitas pela internet e ressalta as fake news presente. “Nas redes sociais existem muitos comentários maldosos, partindo de premissas que são erradas e isso acaba afetando a gente, mas não diretamente, pois não são pessoas de nossa convivência”, afirma.  

A principal forma de preconceito é a associação feita com grupos terroristas, Nabil lamenta que pessoas relacionem a religião muçulmana a ataques terroristas. “A mídia divulga bastante quando acontece. O errado é generalizar essa minoria, existem muçulmanos de várias etnias (persas, árabe, turcos, malaios…). Por exemplo: ISIS é um grupo terrorista do Oriente Médio, e as pessoas os veem somente pela religião e não pela nacionalidade, história e real intenção do grupo”.

Nabil conta que acha interessante falar sobre a religião nas escolas e explicar de forma correta o que é o Islamismo pois assim as pessoas ao redor acabam não estranhando a existência da religião no Brasil, mas ainda sim existem comentários maldosos.

Por Sabrina Soares

Foto: Wikipedia

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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