Novo filme de Crô carrega em estereótipos, mas atores defendem longa

O filme “Crô em Família” (dirigido por Cininha de Paula), estreia dos cinemas brasileiros, pode causar polêmica em momento no país em que é forte a discussão sobre tolerância. O trabalho tem humor escrachado, formato de novela e estereótipos sobre homossexualidade e preconceito de classe. Para fazer rir, o longa utiliza fórmulas clássicas de caricatura de gays e de pobres tão utilizados em programas humorísticos de TV não politicamente corretos.

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Tudo se passa em volta de Crodoaldo Valério, mais conhecido como Crô (Marcelo Serrado), agora dono de sua própria escola de etiqueta e finesse, enfrenta o drama de um fim de relacionamento. No segundo filme do personagem, sentimentos de vulnerabilidade e abandono ganham novo contorno até sua vida cruzar com Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles) e entre outros personagens que dizem ser sua família. Em paralelo, Crô tem de enfrentar a colunista de fofocas Carlota Valdez (Monique Alfradique).

 Na linha do humor de séries brasileiras, o elenco formado por comediantes como Juliana Karla (Jurema), Marcus Majella (Ferdinando) e Jefferson Schroeder (Geni) ajuda a fazer rir em um mesmo formato que estamos acostumados na televisão. “É um conteúdo para toda a família.“ disse Marcos Serrado em entrevista para a Agência.

 As interpretações de Marcelo Serrado e Jefferson Schroeder são as principais da comédia. Jefferson é ótimo dublador, como mostrou em uma cena específica do filme e é conhecido principalmente por suas dublagens publicadas por via do Instagram e pelo vídeo “Fofocas de mãe” publicado pelo canal Porta dos Fundos no Youtube. “Consigo ver ver uma diferença considerável entre o cinema a plataforma do instagram e do youtube. Na verdade, gravei  o vídeo do Porta antes do filme, mas como ele saiu (o vídeo) antes do filme eu fiquei conhecido por conta dele” disse o humorista.

Para Jefferson Schroeder, o “filme fala muito sobre esse mundo LGBT e podemos dizer que o mostra com muita naturalidade”.  Mas, abusa de padrões de gênero e também de preconceitos com relação aos personagens de baixa renda.

Já Marcelo Serrado, que tem experiência com filmes e novelas como a em que o fez a personagem Crô ficar famoso (Fina Estampa, da Rede Globo), interpreta o protagonista do filme com naturalidade, afinal, Marcelo Serrado exerce o papel do personagem desde o lançamento da novela citada desde 2011.

O enredo

 O longa metragem narra o novo cotidiano de Crô, onde ele se depara com seis pessoas dizendo que são a sua família. Ao mesmo tempo, o protagonista passa por uma separação muito forte onde ele perde a guarda da “filha”. Em resumo, a vida do personagem fica totalmente bagunçada. Mas Crodoaldo conta com ajuda de suas amigas e amigos que o levam para um show com duas participações importantes para o mundo da comunidade LGBT no Brasil, porém também tendo que lidar com uma jornalista responsável por uma coluna de fofocas que o persegue e o atrapalha durante o filme inteiro. O final previsível tenta trazer narrativa de tolerância, mas não é o que se passa em grande parte do longa. 

Por Beatriz Artigas

Trailer e fotos: Divulgação

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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