Proibição de sacrifício de animais por religiões matriz africana é intolerância, diz advogado

O advogado Hédio Silva Júnior, um dos profissionais que defendem a causa de religiões de matriz africana sobre sacrifício de animais, afirmou, nesta semana, que a proibição da prática é demonstração de intolerância. Em discurso, o advogado lembrou o sofrimento dos negros: “Não vejo a instituição jurídica ingressar com medida judicial para evitar que os jovens negros sejam mortos como cães nas periferias.”

Ele ironizou juristas que defendiam a proibição da imolação animal. “Prestei atenção nas sustentações, não só nas narrativas como também nos sapatos dos narradores, e por acaso os sapatos dos narradores são todos sapatos de couro. “

Lembrou que não são apenas os adeptos de religiões de matrizes africanas que praticam esta tradição. Mulçumanos e judeus também praticam imolação animal, mas nenhum deles sofre preconceito pela prática ou são proibidos por legislações como aconteceu no Rio Grande do Sul, sendo este fato exclusivo dos adeptos da religião de matrizes africanas.

Em seu discurso lembrou que judeus também praticam imolação animal. Atualmente a exportação de carne pelo país, é um dos principais fatores da balança comercial do Brasil, inclusive sendo respeitados preceitos religiosos nos maiores frigorífecos do país.

Adeptos das matrizes de religião africana, se reuniram no plenário e na frente do STF, vindos de todo país. Através do toque de seus atabaques, faixas e cartazes, pediam para que fosse respeitado o direito de liberdade religiosa previsto na Constituição Federal.

Após parecer favorável de dois ministros (Edson Fachin e Marco Aurélio), o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas ao processo adiando o julgamento do recurso para data que futuramente deverá ser divulgada.

Por Márcia Torres

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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