CPB destaca que objetivo nas Paralimpíadas de Tóquio vai além das medalhas

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou o planejamento estratégico para as próximas Olimpíadas: Tóquio 2020 e Paris 2024. O documento traz metas e objetivos para este período, inclusive do número de medalhas a serem alcançadas: entre 60 e 75 em Tóquio e 70 e 90 em Paris.  O Comitê destaca a importância do esporte além das medalhas, com o intuito de incluir os paratletas. “À medida que o esporte demonstra para a sociedade o potencial da pessoa com deficiência, ele as tira da invisibilidade e faz com que o poder público tenha noção de que é um segmento de pessoas importante, que têm direitos que precisam ser garantidos e efetivados”.

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O evento também serviu para firmar o acordo com a cidade de Hamamatsu, que irá receber a delegação brasileira no período de aclimatação pré Olimpíada. A cidade fica a 260 km ao Sul de Tóquio e tem a maior comunidade brasileira no Japão. “O acordo que firmamos com o município prevê a adaptação dos locais de estadia e o arranjo de todo o transporte da delegação brasileira para a Vila Olímpica de Tóquio”, afirmou o Comitê.

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Apoio

Questionado sobre as condições disponibilizadas para os atletas atingirem a meta de medalhas, o Comitê explicou sobre a arrecadação de dinheiro: “O CPB recebe recursos da Lei Agnelo/Piva. Ela estabelece que 2,7% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país seriam repassadas ao Comitê Olímpico Brasileiro e ao Comitê Paralímpico Brasileiro. Do total de recursos repassados, CPB recebe 37,04% do arrecadado”. Além do lado financeiro, o Comitê disponibiliza o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, inaugurado em 2016.

Procurado pela reportagem, o Ministério dos Esportes afirma que também dá suporte aos esportistas. “Atualmente, a pasta patrocina 1.409 atletas paralímpicos por meio do Programa Bolsa Atleta, num investimento anual da ordem de R$ 38,6 milhões.” Os números apresentados demonstram o resultado do investimento: “Vale registrar que nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, 90,9% da delegação (286 atletas) era bolsista do governo federal. Todas as medalhas (72) foram conquistadas por atletas que recebiam o apoio financeiro do Ministério do Esporte”.

Por Vinícius Heck

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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