Segurança da navegação: ações de prevenção a acidentes são realizadas no Lago Paranoá

Foto: Toninho Tavares / Agência Brasília / Fotos Públicas

Chegam as férias e, mesmo com o tempo mais frio do meio do ano, o Lago Paranoá, por exemplo, é uma pedida no Distrito Federal para curtir o lazer. No entanto, é preciso estar atento à segurança. As regras de tráfego são bem diferentes do que ocorre nas vias terrestres e isso envolve tanto quem está numa embarcação como os banhistas (que podem se ferir).  

 

Preocupada com a maior movimentação de embarcações em  áreas navegáveis em período de férias, a Marinha iniciou, no Distrito Federal e em Goiás, uma campanha de prevenção de acidentes chamada de “Operação Verão” (o nome da estação é curioso, mas se refere ao período de lazer mesmo no inverno), que vai até dia 14 de agosto. Neste ano, o tema é “Segurança da navegação: quem valoriza a vida, respeita”.

A preocupação tem motivo mais do que especial. Atividades nos rios e lagos estão entre as principais formas de entretenimento de brasilienses e goianos. Segundo dados fornecidos pela Marinha, Distrito Federal e Goiás têm juntos a quarta maior frota civil de embarcações (superando 40 mil embarcações registradas), sendo a grande maioria formada por pequenas embarcações recreativas, como lanchas e motos aquáticas. Essas atividades, realizadas geralmente no lago Paranoá, incluem pesca, festas, prática de mergulhos e passeios.

Na Asa Norte, um dos locais preferidos por banhistas e pescadores. Foto: Lucas Neiva

No ano passado, foram registrados quatro casos de acidentes, todos no Lago Paranoá envolvendo embarcações. Sendo que em um dos casos, o piloto caiu do jet ski e o equipamento foi em direção aos banhistas da QL 13 do Lago Norte. Um dos banhistas acabou se ferindo. Em 2018, até o fechamento desta reportagem (29 de junho), apenas um caso foi registrado.

 

Os números relativamente baixos não diminuem a preocupação com os riscos. A fiscalização das atividades das embarcações no Lago Paranoá envolve militares 24 horas por dia, garante o capitão de fragata Paulo Marcelo Loér, comandante da Capitania Fluvial de Brasília.

 

Ele explicou que não há limite de velocidade obrigatório para transitar no lago como um todo. Mas, para evitar acidentes, é recomendado pelas normas das autoridades marítimas que as embarcações em alta velocidade com propulsão mecânica trafeguem 200 metros afastadas da margem. Quando entram nessa área, segundo a Capitania, o indicado é que elas reduzam para o equivalente a 5 km/h. Geralmente o que causa acidentes envolvendo banhistas é quando essa aproximação é feita rapidamente, alerta o comandante.

 

O oficial explica que não é possível medir a velocidade das embarcações, como no tráfego terrestre. Entretanto, entende que é possível identificar as que estão com velocidade imprópria, observando o movimento da água. Isso vai de acordo com a experiência do grupo da capitania. Quando estão em alta velocidade, em área  próxima à margem, os condutores são orientados a se afastar ou abaixar a velocidade para o mínimo permitido na área. Os insistentes são notificados e, posteriormente, multados.

 

“Nós notificamos, a notificação evolui para um ato de infração, que acaba virando uma multa que varia entre os R$ 40 e R$ 2 mil, conforme a gravidade da infração. Outras penalidades, como suspensão da habilitação também podem ser aplicadas. Se não for o caso da Capitania identificar o ato que foi cometido, há o telefone 185, que funciona 24 horas. Se qualquer cidadão identificar alguém cometendo uma infração, isso chega para capitania e as medidas necessárias são tomadas”, explica Loér.

 

Não há uma área mais específica em número de acidentes em Brasília. “Os quatro casos de 2017 somados com o caso que ocorreu em 2018, foram distribuídos no lago de forma uniforme, sem apresentar um padrão”, frisa o capitão de Fragata.

 

Responsabilidade pela fiscalização

 

O papel de fiscalizar o lago é compartilhado entre diferentes órgãos. “No que diz respeito à segurança da navegação, cabe a Marinha”, pontua o Capitão de Fragata Loér. Segundo ele, há três pilares que a norteiam: segurança na navegação; salvaguarda da vida humana  (apoio para vítimas de acidentes); e a prevenção de poluição hídrica.

 

No momento da abordagem, costumam não só verificar a parte documental da embarcação, mas ela como um todo, e é verificada a poluição que causou. “Nós não temos muitos problemas quanto a isso, mas é sempre verificado em uma situação de abordagem se a embarcação está jogando alguma espécie de poluente na água”, evidencia. Dependendo do tipo de denúncia que for feita, se não for couber à Marinha, entram em contato com os órgãos ambientais ou a polícia, dependendo do que tiver sido denunciado.

 

Para qualquer acidente ou incidente de toda a área de jurisdição da capitania, é aberto um inquérito para apurar as causas. Existem outros órgãos como os Bombeiros ou a Polícia Militar que atuam com diferentes missões e enfoques (como a prevenção de crimes e o combate a incêndios em embarcações), destaca o comandante.

 

Por Alexandra Carolina, Lucas Neiva e Ana Duarte, com colaboração de Victor Varetto.

 

Sob supervisão de Luiz Claudio Ferreira e Katrine Tokarski Boaventura

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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