Machismo na música: o que mudou no rap 25 anos depois de “Lôra Burra”

“Mesmo com a evolução, as músicas continuam machistas, a diferença é que agora a gente tem se questionado mais. Estamos criticando e se preocupando com um conteúdo poético de uma música”, afirma a rapper brasiliense Thabata Lorena, 29 anos. “Não cabe às mulheres mudarem a história do machismo, cabe a elas se firmarem na sociedade”.

O machismo por permear no cotidiano, gera medo e insegurança entre as mulheres, segundo o antropólogo Carlos Potiara. “Esse tipo de música não ajuda, só acrescenta o medo (…) as roupas, por exemplo, não devem ser empecilho. As mulheres são livres para fazerem o que quiserem e devem ser respeitadas”.

A rapper Thabata Lorena acredita que há registros de machismo no rap mais antigos, como a canção do Gabriel Pensador, ‘Lôra burra’. “O machismo é atuante na sociedade brasileira, em todos os lugares que nós estamos. Na letra do rap, na presença dos homens, na língua brasileira. É muito difícil você encontrar um ambiente que não existe machismo. De todos os machismos que presenciei o do rap não foi o mais cruel”.

CONFIRA HOTSITE ESPECIAL SOBRE MACHISMO NA MÚSICA

Por Beatriz Souza e Leonice Rezende

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Post Author: Agencia de Noticias Uniceub

Professores e estudantes do curso de jornalismo construindo um projeto de extensão para promover práticas e repensar rotinas de produção

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