Agora comentarista, Alex destaca “pressão grande” dos tempos de jogador

20 anos de carreiras, 18 títulos, passagens pela seleção brasileira e mais de 400 gols. Essa é a trajetória de Alexsandro de Souza. Meio campo clássico, armador, mas que também sabia como balancear as redes, Alex, ao longo da carreira, conquistou adeptos de várias equipes, sejam aqueles que vestem as mesmas cores ou aqueles que vestem as cores contrárias. Jogador chave na tríplice coroa de 2003, quando defendia o azul do Cruzeiro, referência na Libertadores da América de 1999, pelo Palmeiras, bicampeão da América junto com a Seleção Brasileira e ídolo no Fenerbahçe-TUR. A história de um dos principais craques brasileiros dos anos 1990 se transformou em livro.

O ex-craque lançou, nesta última terça-feira, no shopping Taguatinga, a sua biografia “Alex, a biografia”. Escrita pelo jornalista Marcos Eduardo Neves, o livro contou com a participação de companheiros e técnicos que conviveram com Alex. Entre eles, Ronaldinho Gaúcho, Felipão, técnico que preteriu o atleta na copa de 2002, e Zico, técnico campeão turco com o atleta em 2007.

Torcedores fazem festa na inauguração da estátua do Alex, na turquia

“É difícil”

Aposentado em 2015 pelo Coritiba, clube que também o revelou, o atleta vem se aventurando em programas esportivos. Ele participa do Resenha, da ESPN, programa comandado por Rodrigo Rodrigues, juntamente com ex-jogadores. “Eu não me sinto comentarista porque o meu cotidiano é muito mais tranquila do que dos comentaristas. Eu só participo do programa, que é muito light, tranquilo, atemporal”, disse. Hoje, segundo ele, a pressão é menor. “Jogar bola é mais difícil. O jogador sofre uma pressão grande, diariamente. É uma função complicada”, falou.

Atleta do Fenerbahçe por oito anos (2004-2012), Alex fez história. Idolatrado pelos torcedores, ele recebeu uma homenagem para poucos: Em setembro de 2012, diversos fãs fizeram festa na inauguração de sua estátua. “Me emociona bastante, é realmente difícil de explicar o sentimento em palavras, porque estar em outro país, uma cultura diferente.. Eu não me sinto diferente de ninguém e não fiz nada de diferente, eu só joguei bola e tentei me enquadrar na cultura deles e, de repente, surgiu uma estátua”, lembrou.

Apesar dos mais de 400 gols na carreiras, o menino de ouro não titubeia quando perguntado sobre o mais bonito. “O mais bonito foi o gol no jogo São Paulo x Palmeiras, em 2002, sobre o Rogério Ceni”

Post Author: Gabriel Lima